segunda-feira, outubro 23, 2006

"Direito à vida"??

Com o referendo sobre o aborto para breve (espero), surgem blogs com o único propósito de defender o "sim" ou o "não".

Este é um blogue do não, que acho que vale a pena visitar e, especialmente, comentar porque realmente tenho dificuldade em argumentar com pessoas que só conseguem usar um único argumento (ainda por cima, para mim, sem aplicação ao caso) para defender a sua ideia.

23 comentários:

Aninhas disse...

Pedro está na hora de ser voçe a informar-se junto da comunidade médica e cientifica. Talvez ai perceba que a história do SNC (sistema nervoso central)tem muito que se lhe diga e apesar de voçe falar do assunto com um conhecimento de causa que NAO TEM, nem voçe nem ninguem. O argumento do direito á vida é soberano e não precisa de ser acompanhado de uma quantidade de certezas egoistas e falsas para ter mais valor. É assassínio e o que está em questão neste referendo é a banalização disso mesmo.

Pedro Fonseca disse...

Se se querem continuar a enganar, continuem. O meu objectivo é tentar mostrar a verdade.

Sou filho de médico. Sou quase genro de médicos. Sou namorado de uma futura farmaceutica, que estuda muitas das coisas que se estuda em medicina. Toda a minha vida convivi com médicos de várias especialidades.
Portanto, não me parece que seja eu que me tenha que informar...

Querem continuar a usar argumentos falsos para suportar ideologias retrógradas e egoístas, continuem.

Tendo em conta os factos, não percebo porquê que o facto de outras pessoas fazerem aborto os perturba tanto. Se calhar devem pensar que as pessoas vão fazer aborto como método de contracepção. Mas não, não podem ser assim ignorantes. Mas não vejo outros motivos...

Calvin disse...

Ó Aninhas, esse comentário cheio de argumentação ad hominem é típico de quem não admite que a única base que tem para a defesa da sua posição é um dogma. E, quanto a dogmas, já me cansei de os discutir. Continue com os seus...mas guarde-os para si. Não os imponha aos outros!

PS: E, já agora, seja tão fundamentalista na sua escrita como o é no resto. Os erros gramaticais abundam e precisavam de ser abortados à nascença...
PS2: Dêem uma olhada a paisdasmaravilhas.weblog.com.pt/ sobre este assunto...

Aninhas disse...

Muito bem. Parece que de facto quem está cheio de certezas é mesmo o Pedro Fonseca. Ora o seu conhecimento por parte do pai, futuros sogros e eventual esposa lhe foi transmitido por osmose... Desafio-o então, a apresentar aqui o local onde se podem ler essas certezas todas de que fala. Sabe por acaso a minha formação académica, para usar esse argumento? Ou não tinha mais nenhum argumento de interesse...

Aninhas disse...

Calvin, já que enfiou a carapuça, esclareça-me lá qual é para si o propósito de um blog? Por ventura quem não está interessado em discutir questões ou em saber as opiniões alheias, não faz posts num blog com a finalidade de serem comentados. Ou é só para se "ouvir"? Cheio das suas certezas?
Sugiro que nesse caso utilize a moderação de comentários e publique só aqueles que vão de encontro aos seus ideais, e ao que quer ouvir.
Não há maior burro (sem ofensa) do que aquele que não quer aprender. Predisponha-se pelo menos a tentar ver o outro lado da questão.
E já agora, do alto da sua insufismável sapiência, tenha o minimo de refinamento. Não se fique só pela sua irrepreensível escrita da lingua Portuguesa (o que aliás é a sua opinião).

Calvin disse...

Cara Aninhas,
Não ataquei a sua opinião. Ataquei a sua argumentação (acredito que terá uma insOfismável-vem de sofisma-capacidade crítica para distinguir as duas).
Apenas quis dizer que tem todo o direito a ter a sua opinião. Não tem o direito de "impingir" a sua opinião ou atacar a de outros com argumentos ad hominem (ou seja, atacando o autor das mesmas opiniões sem atacar a sua defesa).

Quanto à burrice e a vontade de aprender, devo acrescentar que estou ansioso de aprender. Especialmente de alguém que defende uma posição de forma tão veemente como a faz, cara Aninhas. Devo aliás dizer que admiro quem o faz. Só que com os seus comentários ainda não consegui aprender nada...nem quanto ao aborto, nem quanto à opinião da escrita em português...

Apesar do aparente "amargo" desta saudável discussão (não chamei burro a ninguém) tenho a certeza que tudo pareceria melhor se estivéssemos a discutir numa mesa, com um copo pela frente...:)

Cumprimentos refinados;)

Pedro Fonseca disse...

"Sabe por acaso a minha formação académica, para usar esse argumento?"

Usei esse argumento em relação ao meu conhecimento. Não ao seu. Até porque como disse, não sei a sua formação académica.

Aninhas disse...

O Pedro Fonseca que me desculpe, mas gostaria de colocar uma questão ao Calvin.
Carissímo, obrigada pelos esclarecimentos relativos às minhas gafes linguistícas, não sou nem pretendo ser uma entidade de referência na matéria.
No entanto há no seu "ataque" inicial, um pouco agressivo, diria eu, uma chamada de atenção à minha argumentação ad Hominem, e ao facto de eu estar a impingir a minha argumentação.
Gostaria de esclarecer que o que me motiva é o assunto em si, que como já deve ter percebido, mexe muito comigo com os meus valores com as minhas crenças. Nem todos temos um domínio perfeito da escrita, como será obviamente o meu caso, como tambem nem todos poderemos ter o conhecimento absoluto das implicações subjacentes à temática em questão.
Não tinha intenção de atacar incorrectamente a argumentação do autor do Blog, apenas de poder transmitir com alguma paixão a minha opinião neste assunto. Se acha que a minha opinião se baseia num dogma refere-se ao ponto de vista religioso ou ao facto de ser incontestável a importância da vida humana? É que sou ateia.
Não estou aqui para ensinar nada a ninguém, mas por favor também não utilizem argumentação sem fundamento comprovado, como se de certezas se tratassem. Este tema tem "pano para mangas", e não é de bom tom estarmos nesta argumentação em blog alheio. Já visitei o seu também mas não me pareceu correcto comentar algo que não fosse a poesia. Porque não aceita o desafio e cria o Blog do Sim? Atenciosamente, Aninhas.

Pedro Fonseca disse...

Aninhas, gostaria de lhe fazer uma pergunta: porque é que preza mais uma futura vida do que uma vida já existente?

aninhas disse...

Pedro, perdi-me... Já li e reli o que escrevi e não consigo perceber o que foi que disse que lhe deu essa ideia. A vida para mim é isso mesmo - vida. Não posso, em sã consciência, dar mais valor a uma por nascer do que a uma já existente. Toda a minha argumentação reside nesse facto. Sem querer tornar-me cansativa, como é que chegou a essa conclusão? (E mais uma vez as minhas desculpas por utilizar o "seu espaço" virtual para responder a Calvin.)

Calvin disse...

Cara Aninhas,
Começo por renunciar a um tom de excessiva agressividade que o meu comentário inicial possa ter aparentado. Tal como posteriormente referi, tudo soa melhor a uma mesa com um copo. Apesar de rica, a linguagem escrita perde em tom e pode suscitar exageros de interpretação. Que fique esclarecido este ponto!
Em relação à escrita, o tema não me parece desajustado do blog. Afinal, o Pedro tem um post que reflecte muito do que eu penso sobre esse assunto... E, aí confesso a minha fraqueza de espírito, irrita-me bastante ver que se escreve "a pontapé". Aliás, de certa forma, parece-me que concordou comigo, visto que os seus comentários seguintes vêm com uma correcção ajustada ao tom da discussão gramatical e da elevação do tema.
Falámos do acessório, falemos agora do essencial!
Não estando acente num dogma religioso (que eu não referi como sendo inferior), deduzo que o seu estado dogmático esteja baseado no valor de vida humana per si e do valor supremo que esta tem. Mas, no entanto, dizemos apenas vida por simplificação. O que realmente queremos dizer é Vida Humana. E aí é que a porca torce o rabo sobre a definição de início desta! Eu tenho a minha opinião, você terá a sua e o Pedro também. Uma coisa é certa, eu não imponho a minha opinião à sua porque considero que a minha acaba por ser dogmática também. Falo de igual para igual e não gosto que me chamem adepto de assassínio pelo simples facto de a ter. E, talvez nesta situação, faça sentido oscultar o que achamos (todos) disto. Cada um de nós. Chamar ao referendo a banalização do assassínio é chamar assassinos a uma boa parte do mundo civilizado. E é isto que ajuda a trazer a minha paixão a esta discussão. Mesmo em blog alheio! O que, aliás, acredito que só prestigia o blog.
Está sempre convidada a comentar no meu blog sobre poesia ou qualquer outro tema que eu lá coloque...e espero de si a mesma paixão na discussão. Bem haja!

Pedro Fonseca disse...

Aninhas,

O facto de defender o que defende, faz-me pensar que dá mais valor a uma vida ainda não existente do que a uma já existente.

Quando à discussão no meu blog, esteja à vontade. O meu blog é para isso mesmo. Para discussões e troca de opiniões. Claro está, de uma forma que seja benéfica para todos.

Irritadinha disse...

Discussão animada... assim é que é bom. Eu sou a favor da despenalização do aborto, e espero que desta o "sim" ganhe. Só uma coisa "por osmoses"? Isso é subestimar a capacidade critica da pessoa em causa...
Ainda à poucos dias tive uma discussão sobre este assunto. Uma amiga que defende o não usou um triste argumento:" Quando a criança nascer (fruto de uma violação, por ex.) é sempre possível dá-lo para adopção". Posto isto eu questionei-a: "Então assim sendo o teu respeito pela nova vida é uma treta uma fachada. Porque permites que a criança nasça e depois entregas a vida que preservaste, estragando-lhe 18 anos de vida numa instituição onde pode nunca saber o que é uma família, pode ser abusado, encaminhado para a prostituição, delinquência. Aí o teu dever cívico de mãe acabou, é isso?"
Não obtive resposta. É muito bonito dizer, temos de ter respeito por uma nova vida, é preciso é não esquecer que esse respeito deve ser mantido após o nascimento da criança.
E não me venham com o argumento de, caso seja legalizado sempre que não usem preservativo, lá vão fazer um aborto. Poupem-me a este argumento sem fundamento, e o motivo é simples 1º é algo extremamente intimo, envolve o corpo feminino e mexe sem dúvida com a essência da sua feminilidade, 2º não tenho duvidas que existirão regras para realizar um aborto, 3º não é decisão, e consequentemente, acto que se realize de ânimo leve.
Cada um defende a sua posição, mas a melhor forma de defesa é com argumentos sustentáveis e não apelidar quem tem opinião contrária de assassinos, desumanos, e mais algumas coisas que tantas vezes se ouve.
Dogmas são dogmas… e nem com provas eles mudam, afinal ainda existe nos dias de hoje quem acredite na Geração Espontânea…

Aninhas disse...

Calvin - Esclarecidos! Amigos como dantes, salvo seja. A intenção não foi ser ofensiva chamando de assassinos quem pratica o aborto ou com ele concorda. Claro que o tema é polémico e por vezes pode tornar mais acesas certas discuções, que de outra forma seriam menos problemáticas. Eu acredito piamente que se trata de uma vida, de uma vida Humana. Não sei quando comecei a ter esta opinião, nem o que me levou a isso, mesmo porque ao longo da minha infância tive as mais variadas referências, e mesmo vivências, em relação a este assunto. Não herdei esta convicção. No entanto não consigo acreditar que a despenalização seja correcta do ponto de vista ético e deontológico. Para mim (e resalvo este facto)a vida começa com a união de um espermatozóide e de um óvulo, porque a partir deste ponto todas as condições estão reunidas para a formação de um novo ser vivo. Quando é que começa a vida para si? Ou seja, aprofundando um pouco mais, a partir de que altura é que considera que o feto/embrião já não deve ser eliminado?
Atenciosamente, Aninhas.

Aninhas disse...

Irritadinha - Quando disse por Osmose, no texto escrito ao Pedro Fonseca referia-me ao processo pelo qual um "líquido" atravessa uma membrana mais ou menos permeàvel, que divida duas soluções com concentrações diferentes. Este processo geralmente ocorre até que ambas as soluções atinjam a mesma concentração. Ou seja, No caso do Pedro o facto de ter parentescos com médicos e com a namorada farmaceutica, a osmose verificar-se-ia com a passagem de conhecimentos na direcção do Pedro que segundo percebi não é formado na área da Saúde. O mesmo poderia acontecer comigo se se tratasse de ... sei lá, Engenharia civil.

Irritadinha disse...

Aninhas, obrigada pelo esclarecimento, mas eu felizmente sei o que é a osmose e por isso mesmo escrevi o que escrevi.

Calvin disse...

Aninhas,
Apenas uma pergunta sonre coerências sobre a lei. Porque é sobre ela que seremos chamados a nos pronunciarmos. Como enquadra a excepção de se poder abortar em caso de violação? E, já agora, concorda com a utilização do DIU? É que ele também impede a nidação do ovo (ou seja, na sua opinião, de uma vida humana). Cumprimentos pela osmose na paixão da discussão :)

Irritadinha disse...

Ora por obséquio dirija-se ao meu blog, que há "piqueno" remendo e a explicação à questão levantada :)

Aninhas disse...

Calvin, não faço ideia não sou licenciada em advocacia, para poder perceber estes meandros da Lei. O que lhe posso dizer é que De facto não concordo com o DIU, que como referiu é um método contraceptivo abortivo, nem mesmo com o uso de pilulas do dia seguinte e afins. Penso que em termos legais este assunto é tão controverso e quer os Sim's quer os Não's, na grande maioria das vezes, aceitam excepções ou reconhecem haver situações ambiguas, daí sermos chamados a dar um parecer acerca de uma lei que se fosse imposta por decisão de quem de direito iria levantar a maior confusão. Se bem me lembro do anterior referendo, a população portuguesa encontrava-se claramente dividida quanto ao assunto.
Relativamente ao caso de uma violação, eu Aninhas de pseudónimo, acredito na vida tal como descrevi. Pois não foi gerada de comum acordo, pois será uma imposição para a já lesada mãe mas não deixa de ser uma vida com todo o potencial que isso implica.
Pegando no ponto da Irritadinha,(que confusão me faz este nome), dar uma criança para adopção é um gesto de amor, se for feito quando a mãe acredite que não pode amar e dar uma vida condigna à criança. Não podemos partir do princípio, que as instituições "...entregas a vida que preservaste, estragando-lhe 18 anos de vida numa instituição onde pode nunca saber o que é uma família, pode ser abusado, encaminhado para a prostituição, delinquência..." da mesma maneira como a supra citada tem toda a razão ao dizer que "...caso seja legalizado sempre que não usem preservativo, lá vão fazer um aborto.".
Resumindo, a minha crença reside no facto de se tratar de um ser humano desde a concepção.
Penso que isto esclarecerá as eventuais duvidas que ainda possa ter acerca da minha posição. Estou aberta a mudar de opinião, quando e se conseguirem provar sem sombra de duvida que a vidsa humana começa as x ou y semanas de gestação. Lembre-se que a minha motivação não advem do tal fanatismo religioso. Acima de tudo penso que devemos objectivar a questão, quandoi for chegada a altura de nos manifestarmos, e votar de acordo com a nossa consciência, deixandio, infelizmnete terá que ser assim, todas as outras questões acessórias e não menos importantes para outras nupcias,planeamento familiar, adopção, violações e não menos problemático - o caso dos fetos com malformações...

Aninhas disse...

Calvin e Irritadinha - Deixem que faça uma ressalva ao que acabei de escrever. Onde digo "...dar uma criança para adopção é um gesto de amor.", Quero dizer pode ser um gesto de amor. E tambem pode ser um descarte. Há pessoas para tudo e não quero 1º que me caiam em cima por fazer afirmações deste calibre e 2º passar uma imagem demasiado crédula e ingénua o que iria afectar a vossa opinião acerca do que escrevi.
Tréguas.

Aninhas disse...

P.s. - Hoje estou cheia de pressa, nota-se pelo chorrilho de "erros" letyras a mais e afins. Queiram fazer o favor de os abortar à nascença! Obrigada, até à próxima. ;-)

Calvin disse...

Aninhas,
Não és incoerente! Gosto! Ficas com mais um ponto para o copo. :)
Ou seja, continuamos no tal dogma que é a resposta de "quando é que começa a vida humana?". Infelizmente, na minha opinião, não é uma pergunta científica... O que acham?;)

Anónimo disse...

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